Com o crescimento da demanda internacional e o aumento da produção desde a última década do século 19, o volume de café enviado para Santos tornou-se uma questão importante. Isso acontecia pois nem sempre o produto transportado era para venda imediata e, muitas vezes, lotes e lotes ficavam estocados no porto apenas aguardando o melhor momento do mercado para sua venda e consequente embarque. Tornou-se importante uma regulamentação para responsabilização daqueles que armazenavam, pois extravios, furtos ou avarias poderiam custar muito dinheiro a quem confiava o produto a estes locais.

Por isso, em 1903, foi aprovada uma lei que autorizava…


O Museu busca internalizar a curadoria, a pesquisa e o projeto expográfico das exposições por meio do trabalho colaborativo entre as equipes da área técnica e a coordenação. As exposições temporárias priorizam a extroversão dos conteúdos ligados aos projetos de pesquisa de acervo, de projetos de história oral, ou ainda de um mapeamento realizado, dando vazão a informações coletadas e, consequentemente, fomentando problematizações que poderão alimentar novos projetos.

A exposição Mundo em Rede, por exemplo, partiu do estudo de nossa coleção de telefones, telex, fax e rádio, e dos depoimentos registrados no projeto Memórias do Comércio de Café em Santos.


Uma das frentes de atuação articulada pelo CPPR é a pesquisa de acervo. Essa prática envolve a identificação, classificação, descrição, coleta de dados de fabricação, histórico e usos dos objetos, utilizando diferentes metodologias e fontes para isso. Exercida de forma constante e planejada, ela cumpre uma dupla função: alimentar a documentação museológica, constituindo instrumentos de pesquisa, na forma de um inventário, catálogo ou Banco de Dados; pautar e subsidiar outros projetos de pesquisa e extroversão, como as exposições.

No Museu do Café, a pesquisa de acervo foi desenvolvida em fases, de acordo com as necessidades e prioridades de cada momento. Atualmente, seguimos o projeto idealizado em 2017, trabalhando a cada ano um grupo diferente de objetos, organizados em macro temas baseados nos eixos norteadores, como, por exemplo, Produção, Comércio e Consumo.


Hoje apresentaremos mais um projeto de mapeamento articulado pelo CPPR. Enquanto o Memória do Café registrou o patrimônio do café em fazendas, museus e institutos de pesquisas, o projeto Praça de Santos mapeou documentos e objetos de empresas — tanto extintas como em funcionamento — ligadas ao armazenamento, exportação e torrefação do grão na cidade. Foram referenciados os acervos da Hard, Rand & CO., Imperial Exportadora, Santa Maria Armazéns Gerais, Naumann Gepp e Rei do Café.


Por Pietro Amorim, historiador e pesquisador do Museu do Café

Resumo

A inauguração da Bolsa Oficial de Café, em sete de setembro de 1922, integrou as Comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil. Sobre o salão do pregão, área principal do edifício, foi instalado o vitral intitulado “A Epopeia dos Bandeirantes”, projetado por Benedicto Calixto e executado pela Casa Conrado. Mais do que um elemento decorativo, ele é uma representação alegórica da história nacional com um protagonismo de São Paulo. …


Em 1892 foi entregue o primeiro quilômetro do novo cais de pedra, construído pela Companhia Docas de Santos. O porto de Santos deu início ao antigo povoado de mesmo nome e pautou seu desenvolvimento nos séculos seguintes. O intenso crescimento da quantidade de mercadorias que passavam pelo porto de Santos, impulsionado pelo avanço da cafeicultura na década de 1880, não foi acompanhado pela estrutura portuária, resultando em uma crise no embarque e desembarque que prejudicou as casas importadoras, exportadoras, além de agravar a insalubridade que reinava na cidade.

Os comerciantes passaram a pressionar o Estado para fazer as melhorias necessárias…


Em 1888 se aboliu em todo território nacional a escravidão, dando ao Brasil o título de último país das Américas a editar a lei. O sistema escravista já vinha se desgastando ao longo das últimas décadas, e nos anos 1880 a luta para o seu fim se intensificou, exercendo diferentes frentes: as insurreições e fugas em massa de negros escravizados nas fazendas e a resistência dos quilombos; com rábulas negros (como Luís Gama, e o santista Rubim Cezar) que atuavam na defesa de escravizados e livres nos tribunais; com ligas e associações abolicionistas, em geral em aliança com uma juventude…


Nesse ano foi criado pelo governo Imperial, na figura de D. Pedro II, a Imperial Estação Agronômica de Campinas, que viria a se chamar mais tarde Instituto Agronômico de Campinas. Sua missão era promover e fomentar o desenvolvimento da agricultura por meio de pesquisas e experiências agronômicas. Foi dentro desse Instituto a partir da década de 1930 que importantes estudos, encabeçados pelo agrônomo Alcides Carvalho, puderam implementar melhorias na cafeicultura nacional. Tais pesquisas visavam mapear os tipos de plantas eram cultivadas no Brasil, identificando suas caraterísticas tais como produtividade, porte, arquitetura, assim como sua adaptação a diferentes climas. Com a…


O incentivo ao trabalhador imigrante surgiu no Brasil como uma alternativa ao trabalho escravo — sistema que já demonstrava desgaste — e foi ancorado também em ideias eugênicas, de embranquecimento da população, que atribuíam ao europeu valores de superioridade étnica e técnica em relação aos trabalhadores escravizados. O estímulo do governo imperial por meio de subsídios, a partir da formação da Associação Auxiliadora da Colonização, em 1871, fez com que crescesse o interesse de financistas e fazendeiros em empreitadas para importação desse tipo de mão de obra, aproveitando o cenário de fome e miséria que assolava boa parte da Europa. Na década de 1880 a imigração se intensificou e se consolidou como uma política para suprir a necessidade de braços para a expansão da cafeicultura, em especial no estado de São Paulo.


Seguimos com a apresentação de edificações que funcionavam como armazéns para estocagem de café. A firma de hoje é a Freitas, Lima, Nogueira & Cia. Era proveniente da casa comissária fundada em 1881 por Antonio Carlos da Silva Telles. A empresa recebeu capital de diversos sócios até a entrada de José Paulino Nogueira e Joaquim Alves de Lima, que eternizaram seus nomes na firma que se tornaria uma das principais exportadoras de café ao longo do século 20.

Por suas grandes negociações tanto na América do Norte como na Europa, possuía diversos armazéns, como esta grande construção térrea à rua…

Museu do Café

Conteúdo produzido pela equipe técnica do Museu do Museu do Café, em Santos ➡️ http://museudocafe.org.br

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